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24 de setembro de 2018 às 19:04

'Sofri muito bullying por causa da minha aparência', diz Lady Gaga


Foto: Reprodução

Pode me chamar de Stefani”, diz Lady Gaga, estendendo a pequena e delicada mão. Os cabelos platinados e a maquiagem marcante estão ali para não deixar dúvidas de que estamos diante do ícone da música pop, dona de uma legião de admiradores e que já vendeu mais de 27 milhões de álbuns. Mas o gesto a aproxima da simplicidade e da jovialidade de Ally, a aspirante ao mundo da música que a cantora interpreta na nova versão de “Nasce uma estrela”, de Bradley Cooper, que estreia no Brasil dia 11 de outubro.

Em seu primeiro papel como protagonista, Gaga surge de cabelos castanhos claros, rosto lavado e camiseta. É o mais próximo de Stefani Joanne Angelina Germanotta, a garota de Nova York que sonhava em ser artista, que o grande público vai ver desde que Gaga começou a conquistar seu lugar na cena musical, pouco mais de uma década atrás.

— Para mim, sempre foi mais fácil me expressar mudando de visual, através da minha música, dos meus figurinos, da teatralidade dos shows. O grande desafio desse filme foi ter que me despir disso tudo, incorporar alguém mais próximo de mim, de quem eu sou fora dos palcos, sem artifícios. E tudo foi ideia do Bradley — contou a artista à Revista ELA durante o Festival de Veneza, em que “Nasce uma estrela” fez sua estreia mundial.

O filme, que marca o début do ator Bradley Cooper na direção, é a quarta encarnação da clássica história de amor entre um veterano do showbusiness e uma novata à espera de ser descoberta. Na nova versão, Cooper interpreta Jackson Maine, estrela de country rock debilitado pelo consumo de drogas e álcool, cuja carreira ganha novo impulso quando conhece Ally (Gaga), garçonete insegura em relação ao seu talento vocal.

O caminho dos dois se cruza de maneira tortuosa, após um concerto de Jackson, em que o cantor, completamente desorientado, vai parar em um bar de drag queens onde, naquela noite, Ally tem seu momento de glória pessoal cantando uma versão de “La vie en rose”. Assim como a protagonista, Gaga começou a carreira fazendo shows em lugares alternativos, como bares e boates gays. Mas a sequência é um dos poucos pontos em comum entre a trajetória de Ally e de Gaga, um ícone da cultura gay.

— É muito bela a forma como Bradley e os roteiristas conseguiram colocar parte da minha história no filme. O momento em que ele canta “Maybe is time” para as drags, em que a canção diz “talvez tenha chegado o momento de deixar que os modos antigos morram” é um muito especial na trama. Mas eu não era como Ally, no início da minha carreira — diz a cantora. — Eu me tornei uma estrela aos 21 anos mas, mesmo antes disso, quando eu corria de bar em bar fazendo shows que eram quase uma performance de arte, acreditava em mim, no que fazia.


Fonte: O Globo

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