02 de fevereiro de 2019 às 17:34

O desafio diário dos jovens trans nas escolas brasileiras


Foto: Reprodução

Dificuldades para se relacionar com colegas, sentimentos de inadequação, bullying, preconceito, exclusão e agressões são só alguns dos fatores que fazem jovens transgêneros desistirem de estudar.

Os casos de evasão escolar provocados por conflitos e dificuldades de adaptação de estudantes transexuais não são registrados pelo Ministério da Educação.

Apesar de haver um consenso sobre a ideia de que a escola é um espaço democrático, que funciona como referência para a socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos em geral, há dados que revelam que tanto as escolas públicas quanto as privadas oferecem um ambiente hostil e pouco inclusivo, além de serem terreno fértil para a LGBTfobia e a discriminação de pessoas trans.

Em um levantamento realizado pela Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil sobre as experiências de adolescente e jovens LGBT e divulgado em 2017, diz que 73% dos estudantes que se declaram LGBT já foram agredidos verbalmente e 36%, relatam ter sido vítimas de agressões físicas. Mais de 50% dos LGBTs em ambiente escolar garantem se sentir inseguros na escola.

As dificuldades em permanecer no ambiente escolar são muitas, das mais simples (como o simples utilizar do banheiro, uma vez que não existe consenso sobre as identificações de Masculino e Feminino), ou mais complexas quando não se entende a própria condição de trangeneridade.

Apesar de todo esse ambiente hostil, algumas iniciativas buscam contornar essa situação e criar um ambiente educacional mais inclusivo no país. Em algumas escolas, professores se unem a estudantes para organizar seminários, rodas de conversas, gincanas e atividades culturais em torno de temas como sexismo, valorização da diversidade sexual e combate à homofobia, lesbofobia e transfobia.

A transexualidade incide em menos de 1% da população mundial. Em junho de 2018, a OMS (Organização Mundial da Saúde) retirou os transtornos de identidade de gênero do capítulo de doenças mentais e inseriu na classificação sobre saúde sexual.

No Brasil, a população transexual ainda vive sob a capa da invisibilidade. Não há muitos dados oficiais disponíveis sobre o grupo, que não é contabilizado pelo Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


Fonte: Põe na Roda

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