26 de outubro de 2018 às 17:03

Monica Iozzi vai às lágrimas e admite um arrependimento sobre Bolsonaro


Foto: Reprodução

Na noite desta quinta (25), Monica Iozzi usou seu perfil no Instagram Stories para fazer um desabafo e revelar que um amigo por agredido: “Um amigo foi violentamente espancado por um homem que se autointitulava apoiador do Jair Bolsonaro. Esse meu amigo está internado, sofreu traumas, vai ter que passar por cirurgia e deve ficar bastante tempo no hospital. Ficou realmente muito machucado”, disse a atriz.

Ela também lembrou a época em que entrevistava Bolsonaro quando trabalhava como repórter do programa CQC: “A gente mostrava para que as pessoas vissem o nível péssimo de parlamentares que estávamos elegendo. Era como denúncia. Jamais imaginamos que muitas pessoas se identificariam”, disse. “Eu me arrependo de ter entrevistado ele tantas vezes”, completou.

Sobre o caso que ocorreu com o amigo, a atriz deu um depoimento emocionado. “A gente tem visto que essa onda de violência está realmente assustadora, mas quando chega tão perto de você, que a coisa se torna pessoal mesmo, é um baque, né?”, afirmou. “O que eu fiquei pensando é por que as pessoas votam nessa cara, com esse discurso? Porque quando ele diz que ele não é nada responsável pelo discurso daqueles que se dizem seus apoiadores, ele está lavando as mãos porque o discurso de ódio que ele sempre apresentou é muito potente. Ele sempre foi muito enfático. Ele sempre disse coisas muito violentas”.

“E aí eu lembrei de uma frase que o vice-presidente do general Costa e Silva, acho que era Pedro Aleixo o nome dele, teria dito para ele no dia anterior ao AI-5 — o AI-5, para quem não se lembra, foi o Ato Constitucional Número 5, que acabou com os direitos da população brasileira, acabou com os direitos civis, fechou o Congresso Nacional e escancarou a ditadura que viria. Esse vice-presidente Pedro Aleixo, ele era civil, e ele teria falado para o general assim: ‘General, o que me preocupa não é o senhor, o que me preocupa é o guarda em cada esquina’.”

“O que ele quis dizer com isso? Eu acho que ele quis dizer que um governante não precisa dar uma ordem para que um assassinato aconteça, um governante não precisa propor uma lei. O Bolsonaro não precisa falar claramente pros seguidores dele ‘agridam os homossexuais’. ‘Menosprezem as mulheres’. ‘Sejam preconceituosos com os negros’. Ele não precisa mandar ninguém fazer isso, como ele mesmo falou que não mandou. Agora se uma pessoa que quer ser o nosso governante diz esse tipo de coisa… ela tá permitindo que essas ações aconteçam, ela tá validando esse tipo de ação, ela tá dizendo ‘eu concordo com você’. Então é muito grave ele lavar as mãos e não se responsabilizar”, disparou Monica.

Na sequência, a atriz relembrou um dado sobre a homofobia no Brasil: “Sim, o Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo, mas a gente tá vendo essa onda de violência nesses últimos dias, e de pessoas que dizem claramente que estão fazendo aquilo porque apoiam a postura deste candidato. Isso não é fake news, gente. Muita coisa não é fake news. Basta pesquisar”, disse. “Então, quando alguém fala ‘chora mais’… eu tenho me colocado conta essa candidatura por uma série de motivos, mas essa barbárie que a gente tá correndo o risco que aconteça aconteceu muito perto de mim agora, e aí é um outro… é um outro pavor. Então…”, disse a atriz, fazendo uma pausa e indo às lágrimas.

“…Não é possível que as pessoas não vejam o risco que a gente tá correndo. E se todo esse discurso de ódio desse candidato não te comove, se você acha que é exagero, se você prefere não pesquisar e realmente acredita que são fake news, se você realmente acredita nessa grande calúnia, nessa grande bobagem que é falar que essa quantidade gigantesca de artistas está apoiando a candidatura nesse momento de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila porque recebe dinheiro do PT via Lei Rouanet? Isso não tem o menor cabimento, pesquisem, tentem entender o que é a Lei Rouanet!”.

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Fonte: Veja SP

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