29 de setembro de 2018 às 16:38

Cartazes com casais gays em escola indignam pais


Foto: Reprodução

O que era para ser apenas mais um trabalho da turma de artes do 8º ano da Escola Estadual “Homero Alves” se transformou em polêmica. Ao realizarem uma campanha contra o preconceito, os alunos espalharam pelos corredores da escola cartazes com imagens de casais homossexuais se beijando e também com uma charge em que um homossexual é agredido por três homens, com Bíblias nas mãos. 

Foi o suficiente para que um grupo de cerca de 15 pais se sentisse indignado. Eles tomaram conhecimento das imagens pelos próprios filhos, que têm idades entre 13 e 14 anos, e decidiram procurar a direção da escola. Como a diretora está em férias, foram recebidos por um outro profissional que não souberam identificar. “Ele nos disse que não estava sabendo de nada. Nos deixou entrar e fizemos as fotos que estão circulando”, disse um dos pais, que tem uma filha de 13 anos na escola. 

Ele disse que se sentiu indignado. “São imagens que, na minha opinião, fazem apologia ao homossexualismo, que podem influenciar a decisão afetiva dos alunos. Sou totalmente contra.”

Ele disse que, junto com os outros pais, solicitou a retirada dos cartazes. “Mas não fomos ouvidos.” Com a recusa, os pais decidiram procurar o Conselho Tutelar para registrar a queixa. “Não sou contra os homossexuais. Mas acho que esta questão deve ser tratada pelos pais, e não pela escola”, disse a mãe de um outro aluno. A reportagem não conseguiu confirmar com o Conselho o registro da denúncia. 

Procurado para comentar o caso, o dirigente regional de Ensino, Marcos Antônio Pereira do Amaral, explicou que, inicialmente, os trabalhos eram para conscientizar os alunos sobre o preconceito racial, mas acabaram se expandindo. “Os próprios alunos trouxeram o tema do homossexualismo. A professora não viu problema. Mas, de fato, faltou um pouco mais de tato no trato do assunto.”

Marcos disse que as imagens já foram retiradas. “Estive conversando com a equipe da escola para explicar que devemos focar nos temas centrais.” Uma reunião da direção da escola com os pais dos alunos está marcada para as 11h30 desta quinta-feira. “Eles vão explicar o que houve e ouvir o que os pais têm a dizer.”

Pastor Marcos Feliciano fala em crime

Após a divulgação do caso pelas redes sociais, fotos dos cartazes dos alunos da Escola Estadual “Homero Alves” chegaram até o deputado federal Pastor Marcos Feliciano (PODE). Ele gravou um vídeo e divulgou na internet, condenando as imagens que, para ele, “são uma agressão totalmente desnecessária a todos que não aprovam este tipo de exposição”, e afirmando que um dos quadros configura crime.

 “Digo à professora que não se combate o ódio com mais ódio e nem o preconceito com mais preconceito. Porque, além de painéis com viés homoafetivo, traz uma grave agressão aos cristãos em geral. Pastores e padres são retratados nos quadros como assassinos, que usam como instrumentos de tortura a Bíblia Sagrada”, diz. “Numa atitude, no meu ver, criminosa ao vilipendiar a religião cristã. Em tese, infringindo o artigo 208 do Código Penal. Verdadeiro caso de polícia”, continua.

 O deputado orienta os pastores de Franca a levar o caso ao conhecimento da polícia. “Peço para me informar sobre o resultado desta ação para, se for o caso, informar o secretário da Educação, para as medidas administrativas cabíveis.”

 No vídeo, o deputado que disputa a reeleição, exibe o tempo todo seu número de campanha.

Fonte: GCN

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